Musas do CSF: Keira Knightley

E o post mais esperado do mês pelos cuecas do HSF finalmente chegou na áera: o panteão de Musas do Cinema Sem Frescura! Hoje trazemos um pouco da vida e da carreira de Keira Knightley, a eterna Elizabeth Swann de Piratas do Caribe!
Mini-biografia
Keira  Christina Knightley nasceu no sul de Londres em 26 de março de 1985. É filha do ator Will Knightley, e da atriz que se tornou escritora Sharman MacDonald. Keira conta que, aos três anos de idade, quando viu o agente de seus pais sair de sua casa, decidiu pedir também um agente para si, mas como era apenas uma criança os pais recusaram. Três anos mais que a filha sofria de dislexia. A gata se esforçou muito para ultrapassar o problema e, com a ajuda da famÃlia, conseguiu.
Como recompensa, os pais decidiram contratar um agente para a pequena Keira. Aos sete anos, ela teve o seu primeiro papel na televisão, no episódio “Royal Celebration” (1993) da série Screen One. Na sequência, Keira também entrou no elenco dos filmes Innocent Lies (1995) e Treasure Seekers (1996). Embora fossem papéis pequenos, já se percebia ser uma atriz desde pequena.
A primeira vez que o seu nome foi mencionado no mundo inteiro foi quando foi revelado (um segredo do diretor George Lucas) que ela interpretou o papel de Natalie Portman em Star Wars Episode I: The Phantom Menace, devido às semelhanças entre as duas atrizes. É mole?
Outros filmes também passaram pela carreira de Keira Knightley antes do estrelato, como New Year’s Eve (2002), Bend It Like Beckham (2002) e Love Actually (2003), este último trazendo vários ótimos atores, como no recente Idas e Vindas do Amor (2011). Em 2003, porém, a carreira da jovem (então com 18 anos) seguia rumo ao estrelato definitivo, com a trilogia de filmes que marcaria o cinema comercial mundial…
Trilogia Piratas do Caribe (2003, 2006 e 2007)
(cor – 143min / 151min / 168min)
Baseado no brinquedo Pirates of the Caribbean, do parque Magic Kingdom, dentro do Disney World, os três primeiros (e bons) filmes da série foram dirigidos por Gore Verbinski, e produzidos por Jerry Bruckheimer. A sequência do ano passado, dirigida por Rob Marshall, mas sem Keira nem Bloom, foi um desastre, apesar de ter tido sucesso comercial pela marca.
A história segue o Capitão Jack Sparrow (o ótimo Johnny Depp) e o ferreiro Will Turner (Orlando Bloom, recém saÃdo de O Senhor dos Anéis) enquanto eles tentam resgatar a jovem Elizabeth Swann (Keira) da tripulação amaldiçoada do navio Pérola Negra, comandada pelo Capitão Barbossa (o impagável Geoffrey Rush).Â
A estréia mundial do filme ocorreu na própria Disneyland. The Curse of the Black Pearl foi um sucesso inesperado, com crÃticas positivas e arrecadando mais de US$ 654 milhões mundialmente. O filme se tornou o primeiro da série, seguido por Dead Man’s Chest (2006), At World’s End (2007) e do bizarro On Stranger Tides (2011). A Maldição do Pérola Negra foi indicado a cinco Oscars, incluindo Melhor Ator para Johnny Depp.
O Baú da Morte é quinta maior bilheteria da história do cinema, bastante impulsionado pelo sucesso do filme anterior, e com ótimos efeitos visuais que lhe renderam o Oscar, em 2007. O roteiro e a duração, porém, são seus “calcanhares de Aquiles”. Ao meu ver, é o mais fraco da trilogia. Destaque para o vilão icônico Davy Jones, do também ótimo Bill Nighy.
Por fim (sem trocadilhos), No Fim do Mundo foi o filme mais visto de 2007, e recebeu indicações aos Oscars de Melhor Maquiagem e Melhores Efeitos Visuais, sem levar nenhum. É o segundo filme mais caro já produzido até hoje, com um orçamento de US$ 300 milhões. Além de todo o elenco original de volta, o longa traz também Chow Yun-Fat como o Capitão Sao Feng, um dos Lordes Piratas (grande sacada do roteiro, assim como a virada do fim do mundo, literalmente)!
Rei Arthur (2004)
(cor – 125min)
Um dos tantos filmes baseados nas lendas medievais do mais famoso rei bretão, King Arthur segue uma linha supostamente “arqueológica”, com Império Romano, saxões e celtas envolvidos na trama. Assim, Arthur (Clive Owen, de Closer) é um comandante romano que deseja a liberdade de suas tropas, ou seja, a dispensa de servir o Império.
Seu melhor amigo é Lancelot (Ioan Gruffudd, do Quarteto Fantástico), e sua futura esposa é Guinevere (Keira), uma celta aprisionada que seu bando liberta. Com o detalhe de ser uma ótima arqueira!
Apresentando Merlin (Stephen Dillane) como um velho sacerdote celta (o que acredito que deva ter sido, realmente), e com ótimas cenas de paganismo sendo fundido com o cristianismo, o longa foca nas disputas polÃticas, a queda do império romano, o avanço dos bárbaros saxões, e a tentativa desesperada de Arthur em manter a Britânia unida, onde culmina e barbárie desenfreada.
A produção, assim como de Piratas do Caribe, ficou por conta de Jerry Bruckheimer, dai as ótimas cenas de ação. David Franzoni, roteirista de Gladiador, também fez parte da equipe. Vale a pena ser conferido, para quem é fã de aventuras medievais bem feitas!
PS: Se você quer se aprofundar na lenda clássica do Rei Arthur, e ver um ótimo filme pela ótica feminina das personagens envolvidas (de quebra com a incrÃvel trilha celta de Loreena McKennitt), recomendo As Brumas de Avalon (2001), com Anjelina Huston.
Um Método Perigoso (2011)
(cor – 94min)
Com estreia no Brasil adiada (pra variar) para março, A Dangerous Method traz Keira Knightley, já consolidada como grande atriz, ao lado de Viggo Mortensen (o eterno Aragorn de Lord of the Rings) e de Michael Fassbender (X-Men: First Class), uma das maiores revelações dos últimos anos.
A trama se passa na Europa durante a Primeira Guerra Mundial, baseada na turbulenta relação entre Carl Jung (Fassbender), fundador da psicologia analÃtica, Sigmund Freud (Mrotensen), criador da psicanálise, e Sabina Spielrein (Keira), paciente de Jung e uma das primeiras mulheres psicanalistas. No elenco, também está Vicent Cassel (Cisne Negro).
Bastante aclamado pela crÃtica, o longa é baseado na peça “The Talking Cure”, de Christopher Hampton, que romanceia a relação entre Jung e Freud, os pais da psicanálise mundial. Confira o trailer:
Destaco também que em 2006, com apenas 20 anos, Keira foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz, pela atuação em Pride and Prejudice (Orgulho e Preconceito). No ano seguinte, Atonement (Desejo e Reparação) recebeu o Globo de Ouro de melhor filme dramático, e o Oscar de Melhor Trilha Sonora. A guria não é fraca não, e merece ser prestigiada na telona sempre que possÃvel!
Até domingo, galera! Deixem comentários abaixo. Fui!
2leep.com






































