Diretor Sem Frescura: David Fincher

Diretor Sem Frescura: David Fincher

Mais um mês começa, e a Cinema Sem Frescura traz para você uma seleção com os melhores filme de um diretor. Mas não qualquer diretor, já que só passam feras por aqui! Para se juntar a Quentin Tarantino, Tim Burton, Christopher Nolan Irmãos CoenMartin Scorsese e Fernando Meirelles, hoje é a vez de David Fincher!

 

Mini-biografia

O norte-americano David Fincher nasceu em Denver, Colorado, em 1962. Aos 8 anos, começou a fazer “filmes”, quando brincava com a câmera de seus pais. Em 1980, ao ver O Império Contra Ataca, Fincher começou a olhar de outra maneira para o cinema, e pensar seu próprio estilo cinematográfico. Com 18 anos, trabalhou empresa de animação, indo em seguida para a “Industrial Light and Magic” – ILM de George Lucas, onde ficou por vários anos. Nesse período, ele teve a oportunidade de trabalhar em O Retorno de Jedi (1983) e Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984).

Anos depois, Fincher deixou a ILM para fazer publicidade. Seu primeiro trabalho foi para a American Cancer Society. Também fez muitos clipes para artístas como Aerosmith, Madonna e Paula Abdul, que chegaram ao Top 100 da MTV na eleição dos 100 melhores do século.

Como diretor de longas-metragens, Fincher estreou em 1992, com Alien 3. Infelizmente, a sequência não foi uma experiência agradável para ele, que passou por problemas com a equipe da 20th Century Fox, não foi bem recebido pela crítica nem pelos fãs da saga alienígena. O desastre de estreia fez com que Fincher recuasse novamente para clipes e publicidade.

A sorte no cinema voltou a lhe sorrir três anos depois, com o argumento de Andrew Kevin Walker para  Se7en (1995), que deu a Fincher a aclamação da crítica que ele precisava para se afirmar como diretor. E essa é nossa primeira indicação de hoje, à qual se seguiram outros grandes sucessos!

 

Se7en (1995)

(cor – 127 min)

Seven conta a história de dois policias, o jovem e impetuoso David Mills (Brad Pitt, recém saido de Entrevista com o Vampiro) que passou cinco anos na divisão de homicídios, e o maduro, culto e prestes a reformar-se William “Smiley” Somerset (Morgan Freeman, vindo de Um Sonho de Liberdade). Juntos, eles são encarregados de uma perigosa e intrigante investigação sobre um serial killer que baseia seus assassinatos nos sete pecados capitais.

Sensacional, Seven logo se tornou sucesso de público e crítica, alavancando David Fincher para o estrelato. Além dos aspectos técnicos excelentes, também contribuíram para o sucesso do longa a coadjuvante Gwyneth Paltrow, e o assassino John Doe, interpretado por Kevin Spacey, que só teve o nome creditado ao fim do filme, uma total surpresa para o público.

 

Fight Club (1999)

(cor – 139 min)

Controverso na época do lançamento, por ser totalmente inovador em sua temática, Clube da Luta atualmente é considerado um dos melhores filmes dos anos 90. Sem sombra de dúvida, é a obra-prima de David Fincher, na qual pode deixar sua marca pessoal como diretor para a posteridade.

Edward Norton (A Outra História Americana) é o narrador anônimo da história, que sofre de insônia e frequenta grupos de apoio a diversas doenças, uma forma de se sentir melhor ao ouvir testemunhos de sofrimento, mesmo não sofrendo de nenhuma doença. Num desses grupos, conhece Marla Singer (a sempre ótima Helena Bonham Carter), outra “impostora” como ele.

Em meio a sua insônia crônica, conhece Tyler Durden (Brad Pitt, trabalhando pela segunda vez com Fincher), um vendedor de sabão muito peculiar. Após uma discussão, Tyler e o narrador se envolvem numa briga fora de um bar, de onde tem início o Clube da Luta, organização anti-materialista que rapidamente se espalha por todo os EUA.

Lembra das regras do Clube da Luta?

  1. Nunca comente sobre o Fight Club
  2. Nunca comente sobre o Fight Club
  3. Quando alguém gritar “pára!”, sinalizar ou desmaiar, a luta acaba
  4. Somente duas pessoas por luta
  5. Uma luta de cada vez
  6. Sem camisa, sem sapatos
  7. As lutas duram o tempo que for necessário
  8. Se for a sua primeira noite no Fight Club, você tem que lutar!

Acho difícil que alguém ainda não saiba a grande revelação da história, por estar presente na cultura pop mundial há treze anos, mas na dúvida, não vou dar spoilers. Se ainda não viu Clube da Luta, trate logo de corrigir esse “lapso” cinematográfico! hahaha

The Curious Case of Benjamim Button (2008)

(cor – 166 min)

David Fincher dirigiu dois filmes após Clube da Luta: o mediano Quarto do Pânico (2002) e o razoável Zodíaco (2006), mas foi com O Curioso Caso de Banjamim Button que as atenções do cinema se voltaram novamente para ele, inclusive com uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor, em 2009.

Baseado no conto homônimo de F. Scott Fitzgerald, lançado em 1921, o filme traz a bizarra história de um homem que nasce velho, prestes a morrer, mas que rejuvenesce a cada dia. Assim, é um coroa na adolescência, e um garoto imberbe na velhice. Com interpretações fantásticas de Brad Pitt (indicado ao Oscar) e Cate Blanchett, o longa foi sucesso de público e crítica. Sua técnica primorosa de maquiagem de envelhecimento foi um marco, copiada, por exemplo, na última cena de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2. O filme recebeu 13 indicações ao Oscar, estando entre os mais indicados da história da Academia, e levou três estatuetas (Maquiagem, Efeitos Visuais e Direção de Arte).

The Social Network (2010)

(cor – 121 min)

Totalmente consagrado após Benjamim Button, nosso diretor do mês decidiu abraçar o projeto de levar às telonas a controversa história de Mark Zuckerberg, criador do Facebook, e o mais jovem bilionário do mundo. Estrelado pelo promissor Jesse Eisenberg, o filme trouxe também Andy Garfield (o próximo Spiderman) como Eduardo Saverin, brasileiro co-criador da rede social, e o badalado Justin Timberlake como Sean Parker, fundador do Napster.

Um dos grandes filmes de 2010, A Rede Social venceu o Globo de Ouro sobre o também ótimo O Discurso do Rei, no ano passado, mas perdeu o Oscar de Filme e Diretor para o longa britânico de Tom Hooper. No total, o filme de Fincher levou 3 Oscars, 4 Globos de Ouro e 3 BAFTAs.

Dando sequência aos quatro sucessos indicados, David Fincher dirigiu o ótimo Millenium – Os Homens Que não Amavam as Mulheres, versão americana homônima do filme sueco, que levou o Oscar de Melhor Edição semana passada. Com Daniel Craig (007) e Rooney Mara, o longa ainda está nos cinemas de algumas cidades, e vale muito e pena ser conferido!

É isso, galera! Deixem seus comentários e sugestões. Até domingão!